3 1Oração do profeta Habacuque. Uma confissão.   2Senhor, ouvi falar da tua fama; tremo diante dos teus atos, Senhor. Realiza de novo, em nossa época, as mesmas obras, faze-as conhecidas em nosso tempo; em tua ira, lembra-te da misericórdia.   3Deus veio de Temã, o Santo veio do monte Parã. Pausa[N] Sua glória cobriu os céus, e seu louvor encheu a terra.   4Seu esplendor era como a luz do sol; raios lampejavam de sua mão, onde se escondia o seu poder.   5Pragas iam adiante dele; doenças terríveis seguiam os seus passos.   6Ele parou, e a terra tremeu; olhou, e fez estremecer as nações. Montes antigos se desmancharam; colinas antiquíssimas se desfizeram. Os caminhos dele são eternos.   7Vi a aflição das tendas de Cuchã; tremiam as cortinas das tendas de Midiã.   8Era com os rios que estavas irado, Senhor? Era contra os riachos o teu furor? Foi contra o mar que a tua fúria transbordou quando cavalgaste com os teus cavalos e com os teus carros vitoriosos?   9Preparaste o teu arco; pediste muitas flechas. Pausa   Fendeste a terra com rios;   10os montes te viram e se contorceram. Torrentes de água desceram com violência; o abismo estrondou, erguendo as suas ondas.   11O sol e a lua pararam em suas moradas, diante do reflexo de tuas flechas voadoras, diante do lampejo de tua lança reluzente.   12Com ira andaste a passos largos por toda a terra e com indignação pisoteaste as nações.   13Saíste para salvar o teu povo, para libertar o teu ungido. Esmagaste o líder da nação ímpia, tu o desnudaste da cabeça aos pés. Pausa   14Com as suas próprias flechas lhe atravessaste a cabeça, quando os seus guerreiros saíram como um furacão para nos espalhar com maldoso prazer, como se estivessem prestes a devorar o necessitado em seu esconderijo.   15Pisaste o mar com teus cavalos, agitando as grandes águas.   16Ouvi isso, e o meu íntimo estremeceu, meus lábios tremeram; os meus ossos desfaleceram; minhas pernas vacilavam. Tranquilo, esperarei o dia da desgraça, que virá sobre o povo que nos ataca.   17Mesmo não florescendo a figueira e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas e não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos,   18ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação.   19O Senhor,o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me andar em lugares altos. Para o mestre de música. Para os meus instrumentos de cordas.   
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Selected Verses